Mistério no Reino Unido após libertação de suspeitos de planejar atacar base militar
A libertação sob fiança de cinco suspeitos acusados de "planejar um ato terrorista" perto de uma base militar britânica usada pelos Estados Unidos causou confusão nesta terça-feira (29).
Segundo a imprensa britânica, os investigadores não encontraram explosivos nos veículos dos suspeitos.
Uma forte presença policial cerca a área de Fairford, cidade no sudoeste da Inglaterra, cujos moradores foram retirados por precaução no domingo. Eles puderam retornar às suas casas na noite de segunda-feira.
No entanto, a entrada de qualquer pessoa em Whelford, cidade próxima à base, permanece proibida.
Fairford é a base britânica da 501ª Ala de Apoio ao Combate, uma unidade administrativa da Força Aérea americana.
Em março, o então primeiro-ministro trabalhista Keir Starmer autorizou os Estados Unidos a realizar ações "defensivas" contra instalações de mísseis iranianos a partir de duas bases britânicas, incluindo Fairford.
A área permaneceu isolada desde a prisão, na madrugada de domingo, de cinco britânicos, residentes em Londres, com idades entre 23 e 25 anos, suspeitos de "violação da lei de explosivos", assim como de "preparação de um ato terrorista".
Três vans foram encontradas a algumas centenas de metros da base.
No entanto, segundo diversos veículos da imprensa britânica, incluindo o The Times, os peritos não encontraram vestígios de explosivos.
O anúncio, feito na segunda-feira pela polícia antiterrorista, de que os suspeitos haviam sido libertados sob fiança causou surpresa.
- Reação de Trump -
"Eu não teria feito isso", comentou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Durante a madrugada de domingo para segunda-feira, o próprio Trump estava convicto da culpa dos detidos.
"Sabemos tudo sobre eles. Estávamos investigando. Eles queriam causar grandes danos à nossa base", afirmou.
Para o secretário de Estado americano, Marco Rubio, o caso "claramente envolve um agente estrangeiro". Ele não forneceu detalhes.
O Irã negou categoricamente qualquer envolvimento em um ataque planejado contra a base da Força Aérea Real Britânica (RAF), após diversas reportagens indicarem que a polícia estava investigando o possível envolvimento do país.
"Estamos explorando várias linhas de investigação", declarou o chefe da polícia antiterrorista, Laurence Taylor, na segunda-feira.
O alerta foi dado por uma agricultora na madrugada de domingo.
A mulher explicou que ligou para a polícia para relatar "três veículos suspeitos que pareciam estar se dirigindo para a base".
Uma moradora local disse à BBC na segunda-feira que viu "um grupo de homens com os rostos cobertos" quando voltava de uma saída noturna.
Segundo imagens aéreas das vans, elas transportavam barris e pelo menos uma delas tinha um logotipo falso que dava a impressão de pertencer a uma empresa de transporte de combustível.
Esse fato gerou especulações em alguns veículos de comunicação sobre se eles seriam ladrões de combustível.
Patricia, outra moradora da região, disse à AFP que toda essa história não passa de "uma tempestade em copo d'água".
"Se os investigadores não encontraram nada, então o lugar dos suspeitos não é na prisão", afirmou.
J.Gill--MT