Andrea Gaudenzi é reeleito para terceiro mandato como presidente da ATP
O ex-tenista italiano Andrea Gaudenzi, de 52 anos, foi reeleito para um terceiro mandato como presidente da ATP, até 2028, anunciou a entidade organizadora do principal circuito masculino de tênis nesta quinta-feira (5).
No cargo desde 2020, Gaudenzi foi reeleito para um segundo mandato em 2023, durante o qual continuou implementando seu plano de reformas intitulado OneVision.
Após uma temporada de 2025 marcada por uma ação judicial de um sindicato de jogadoras contra a WTA (circuito feminino) e a ATP, acusadas particularmente de "explorar financeiramente" os jogadores e jogadoras e impor uma série insustentável de torneios, a organização destaca o "período de crescimento sem precedentes" que teria sido iniciado por Gaudenzi.
"Desde o início de seu mandato, a compensação financeira paga aos jogadores pela ATP aumentou em US$ 100 milhões [R$ 525,7 milhões na cotação atual], atingindo a quantia sem precedentes de US$ 269,6 milhões [R$ 1,4 bilhão] em 2025", afirma a ATP em comunicado.
Apesar das críticas de alguns tenistas sobre a duração da temporada, que vai de janeiro a novembro, a ATP também defende a expansão do formato da maioria dos torneios Masters 1000, os mais importantes depois dos Grand Slams.
A mudança de uma semana para 12 dias de competição (com exceção dos torneios Masters 1000 de Monte Carlo e Paris) teria aumentado os valores pagos aos jogadores em "59% em três anos" e "desencadeado investimentos significativos em infraestrutura em Xangai, Cincinnati, Madri, Roma e Paris", aponta a organização.
O terceiro mandato de Andrea Gaudenzi será dedicado a um "exame aprofundado do produto" oferecido pela ATP, segundo o comunicado.
O presidente já insinuou em diversas ocasiões que quer privilegiar os eventos de maior prestígio, como os Masters 1000, em detrimento dos torneios ATP 250, mais modestos, que ele considera numerosos demais no calendário.
Esse "exame aprofundado" vai se concentrar no "sistema de classificação, na estruturação da remuneração, na otimização do calendário e no formato dos torneios", explica a ATP.
As reformas que forem decididas a partir de então serão implementadas em 2028, ano em que um décimo torneio Masters 1000, organizado na Arábia Saudita, será adicionado ao calendário.
De acordo com Gaudenzi, a "segunda fase" do plano OneVision erá como objetivo final "unificar a governança" do tênis, atualmente fragmentada entre os organizadores dos quatro Grand Slams, a ATP, a WTA e a Federação Internacional de Tênis (ITF).
K.Ahmed--MT