Irã exige compensações por maré negra no Estreito de Ormuz
O Irã alertou, nesta quinta-feira (13), sobre a contaminação no Estreito de Ormuz depois que uma mancha negra atingiu a ilha de Qeshm, no sul do país, e pediu indenizações pelos danos causados.
"Os primeiros indícios apontam que um cargueiro estrangeiro seria a origem" da contaminação, destacou no X o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei.
O porta-voz considerou que "toda parte que obtiver lucros com o transporte marítimo comercial através do Estreito de Ormuz tem a obrigação, tanto jurídica quanto moral, de reparar os danos ambientais" causados.
No entanto, segundo o portal de rastreamento marítimo TankerTrackers, "o vazamento de petróleo parece vir do ataque iraniano contra o cargueiro Minoan Pioneer", realizado em águas omanis em 3 de agosto.
"Em seguida, a maré negra desviou-se através do estreito até o Irã", detalhou o TankerTrackers.
Sheena Ansari, encarregada da Organização Iraniana de Proteção do Meio Ambiente, também denunciou o incidente no X nesta quinta-feira.
"Este é apenas um exemplo da ampla contaminação que tem destruído o ecossistema marinho da região nas últimas décadas", escreveu.
"Quem é responsável por indenizar os danos? Os países que consomem as exportações de energia da nossa região ou os agressores que transformaram esta região em uma base para operações militares?", perguntou-se.
O Irã controla de fato o Estreito de Ormuz desde o início da guerra no Oriente Médio, desencadeada por uma ofensiva dos Estados Unidos e de Israel em 28 de fevereiro.
Desde então, o Irã informou que pretende impor taxas de navegação por serviços, inclusive a proteção do meio ambiente, aos navios que transitarem pela área, algo ao que Estados Unidos e vários países da região se opõem firmemente.
J.Khan--MT