Madras Times - Supercopa da Europa 'foi a minha Copa do Mundo', escreve árbitro somali

Supercopa da Europa 'foi a minha Copa do Mundo', escreve árbitro somali
Supercopa da Europa 'foi a minha Copa do Mundo', escreve árbitro somali / foto: KERSTIN JOENSSON - AFP

Supercopa da Europa 'foi a minha Copa do Mundo', escreve árbitro somali

"Foi a minha Copa do Mundo", escreveu o árbitro somali Omar Artan em uma das bolas da partida da Supercopa da Uefa, que ele apitou na quarta-feira (12), em Salzburgo, na Áustria, apenas dois meses depois de os Estados Unidos terem negado sua entrada, impedindo-o, na prática, de atuar no Mundial de 2026.

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Em uma publicação feita nesta quinta-feira (13) em sua conta no X, a Uefa, organizadora do jogo entre o Paris Saint-Germain, campeão da Liga dos Campeões, e o Aston Villa, campeão da Liga Europa, divulgou uma foto mostrando uma bola com essa mensagem escrita à tinta preta.

"Uma lembrança especial da Supercopa, de Omar Artan", acrescentou a Uefa na legenda da imagem.

Tendo visto frustrado o sonho de arbitrar na Copa do Mundo de 2026 após ter a entrada nos Estados Unidos negada ao chegar ao aeroporto de Miami, em junho, o árbitro somali foi convidado pela Uefa para apitar a Supercopa, partida vencida pelo PSG por 2 a 1 na quarta-feira.

O Departamento de Estado americano justificou a negativa de entrada a Artan citando supostas ligações entre o árbitro e "indivíduos suspeitos de pertencer a organizações terroristas", o que o tornou "inelegível para entrar" em território americano.

As alegações, negadas pelo árbitro, provocaram indignação na Somália, onde ele foi recebido como herói ao retornar.

Nesta quinta-feira, Omar Artan usou o Instagram para agradecer à Uefa pela "confiança e pela oportunidade", assim como por tê-lo recebido "de braços abertos" na Europa.

"Agradeço também à minha confederação, a CAF (Confederação Africana de Futebol), pelo apoio", acrescentou.

Esse incidente foi uma das primeiras faíscas de tensão entre a Uefa e a Fifa no verão passado, precedendo o atual conflito aberto em torno do plano - agora abandonado - do presidente da Fifa, Gianni Infantino, de abrir competições a investidores privados.

O dirigente suíço-italiano já desistiu do projeto, mas a Uefa, com o apoio da Concacaf (América do Norte, Central e Caribe) e da AFC (Ásia), continua a exigir mudanças na governança da Fifa.

Infantino, próximo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou, em resposta ao caso Artan, que o ocorrido com o árbitro somali foi "lamentável", mas que a Fifa "não controla tudo".

V.Chauhan--MT