Trump critica Zelensky e a busca por desacelerar a IA durante sua visita à Irlanda
Donald Trump criticou o presidente ucraniano neste domingo (13), instando-o a parar de atacar refinarias de petróleo russas e rotulando aqueles que pedem uma desaceleração no desenvolvimento da inteligência artificial como "forças negativas", durante o último dia de sua visita à Irlanda.
Em um dia que deveria ter sido dedicado à sua paixão pelo golfe e aos seus interesses comerciais, Trump aproveitou uma breve conversa com a imprensa em seu campo de golfe em Doonbeg, onde está sendo disputado o Aberto da Irlanda, para comentar os acontecimentos recentes, após ter feito declarações controversas no sábado em favor da reunificação do país.
O presidente republicano entrou no debate sobre se o desenvolvimento da inteligência artificial (IA) deveria ser desacelerado, depois que gigantes da tecnologia expressaram a necessidade de conter essa tecnologia após diversos incidentes de segurança preocupantes.
"Acho que há muitas forças negativas levantando essa questão quando não deveriam, e estão propondo coisas que não vão acontecer", declarou o presidente em seu resort.
Depois, Trump criticou duramente o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, pelos ataques à indústria petrolífera russa a poucas semanas das eleições de meio de mandato nos EUA, nas quais seu Partido Republicano enfrenta a pressão dos altos preços da gasolina.
"Zelensky só tem uma coisa a fazer: precisa parar de atacar o diesel na Rússia. Que ataque alvos, mas não o combustível diesel, porque ele está causando escassez de diesel", declarou Trump.
"Isso não está sendo causado pelo Oriente Médio; está sendo causado pelo que está acontecendo com Rússia e Ucrânia", acrescentou o presidente.
Os preços do petróleo dispararam nas últimas semanas devido à guerra dos Estados Unidos com o Irã no Oriente Médio, impactando os custos dos combustíveis e a inflação.
Durante sua visita, Trump combinou seu estilo de discursos improvisados com sua paixão pelo golfe e seus negócios imobiliários.
No sábado, o presidente americano surpreendeu seus anfitriões irlandeses e os do outro lado da fronteira, no Reino Unido, ao abordar uma questão política muito sensível quando declarou que "adoraria ver" uma Irlanda unificada.
Rompendo com a tradicional neutralidade de Washington sobre essa questão historicamente controversa, Trump afirmou que a reunificação da República da Irlanda e do território britânico da Irlanda do Norte, após mais de um século de separação, "acabará acontecendo".
"Poderia acontecer agora mesmo", disse durante seu encontro com o primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin, em Dublin, uma declaração que provocou indignação entre os unionistas pró-Reino Unido na Irlanda do Norte e alguns políticos britânicos.
"Donald Trump é Donald Trump, e o presidente dirá e expressará o que pensa", disse a secretária de Estado britânica, Angela Rayner, à Sky News neste domingo.
"Mas veja bem, levamos o Acordo da Sexta-Feira Santa muito a sério", acrescentou, referindo-se aos acordos de paz de 1998 que, em grande parte, puseram fim a três décadas de conflito na Irlanda do Norte.
M.Shukla--MT