Promotoria argentina denuncia caos entre equipe médica que abandonou Maradona 'à própria sorte'
A Promotoria no julgamento pela morte de Diego Maradona em 2020, na Argentina, denunciou nesta quinta-feira (8) que houve "uma organização caótica" da equipe médica que atendeu o ex-jogador, o que o colocou "em uma situação de desamparo, deixando-o à própria sorte".
A equipe que cuidava de Maradona em seus últimos dias de vida é acusada de homicídio com dolo eventual, que implica que eles deveriam saber que suas ações ou omissões poderiam causar a morte do astro argentino.
Segundo Patricio Ferrari, promotor do caso, os integrantes da equipe médica "infringiram os deveres de seu cargo, praticaram ações contrárias à arte de curar, omitiram todos os atos que deveriam executar e colocaram Maradona em uma situação de desamparo, deixando-o à própria sorte".
Sete profissionais de saúde (incluindo médico, psiquiatra, psicólogo e enfermeiros) estão sendo julgados desde abril por suposta negligência durante a internação domiciliar do ex-atleta em novembro de 2020.
Eles enfrentam penas de até 25 anos de prisão em um julgamento que entrou em sua reta final nesta quinta-feira, com o início dos argumentos da Promotoria e das acusações, na presença das filhas de Diego Maradona.
Estima-se que esta fase se estenda por duas semanas e que o veredicto fique pendente para uma data posterior.
C.Gupta--MT